Para quem opera no Paraná, em Santa Catarina ou no Rio Grande do Sul, hospedar sistemas em São Paulo sempre foi o padrão — não necessariamente a melhor escolha. Um datacenter em Curitiba encurta o caminho até o usuário final, troca tráfego com os provedores da região sem atravessar o país e, para quem já está em São Paulo, responde outra pergunta: onde colocar o segundo site.
O que tem no prédio
O datacenter de Curitiba onde a Armata opera fica na região central da cidade, num prédio construído para abrigar datacenter — não um andar adaptado de edifício comercial. Os números da instalação:
- 1.045 m² de sala técnica e 1,7 MW de capacidade de TI, com densidade de 3 a 5 kVA por rack.
- Energia em N+1: 3 nobreaks de 500 kVA e 6 geradores de 450 kVA — a falha de um equipamento não derruba a carga.
- Climatização por água gelada: 3 chillers em N+1, mais 440 TR de capacidade de apoio.
- Piso elevado para 1.200 kg/m²: racks cheios de storage e servidores densos sem restrição de peso.
- Segurança física: quatro níveis de controle de acesso por cartão de proximidade e equipe de segurança no local, 24 horas.
- Proteção contra incêndio: detecção precoce de fumaça por VESDA e supressão a gás, que apaga o fogo sem molhar os equipamentos.
A instalação mantém ISO/IEC 27001 e PCI-DSS, opera com 99,99% de disponibilidade e usa energia 100% renovável, certificada por I-REC. Como em todo colocation, as certificações são da instalação e de sua operadora; a Armata opera o próprio equipamento lá dentro.
IX.br dentro do prédio: o que muda na prática
O IX.br é o sistema de pontos de troca de tráfego mantido pelo NIC.br: é onde provedores, operadoras e empresas se conectam diretamente, sem pagar trânsito a um intermediário. Em Curitiba, o ponto do IX.br fica dentro do próprio prédio, e a praça reúne 244 participantes.
Na prática, o tráfego entre um sistema hospedado ali e os usuários dos provedores da região faz um caminho curto, em vez de subir até São Paulo e voltar. Somado ao ambiente carrier neutral, com mais de 10 operadoras presentes, isso dá liberdade para escolher — e trocar — o link sem mudar de endereço.
Curitiba e Vinhedo: contingência entre estados
Recuperação de desastre só é real quando o segundo site não divide o risco do primeiro. A Armata opera nas duas pontas: Vinhedo-SP, dentro de um dos maiores campi de datacenter da América Latina, e Curitiba-PR. São mais de 400 km de distância, em estados diferentes, com concessionárias de energia diferentes e pontos de troca de tráfego próprios — um evento regional não alcança as duas instalações ao mesmo tempo.
A replicação entre as duas praças roda pela rede privada. É o desenho para quem precisa responder, com endereço e número, a pergunta que auditoria e seguradora já fazem: se o datacenter principal parar, onde o sistema volta a rodar?
Para quem faz sentido
- Empresas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul que querem a infraestrutura perto da operação e dos clientes.
- Operações que já estão em São Paulo e precisam de um segundo site a uma distância que conte para recuperação de desastre.
- Quem troca muito tráfego com provedores do Sul e quer o IX.br a poucos metros do rack, não a quilômetros de fibra contratada.
Quatro perguntas antes de contratar um datacenter em Curitiba
- O prédio foi construído para datacenter ou é um espaço adaptado?
- Energia e climatização são redundantes (N+1) — e isso está documentado?
- O IX.br está dentro do prédio?
- Existe um segundo site, em outro estado, para contingência?
Visitas ao ambiente acontecem mediante agendamento.
Para ver as duas praças por dentro: fotos, números de energia e clima e a FAQ técnica completa.
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